Dragon Ball: O pior erro da obra foi desperdiçar o potencial de Piccolo

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Dragon Ball: O pior erro da obra foi desperdiçar o potencial de Piccolo

Dragon Ball é amplamente reconhecido por suas batalhas épicas e transformações marcantes. Enquanto série que combina ação intensa, rivalidade constante e humor característico com um sólido desenvolvimento de personagens e arcos narrativos relevantes, a franquia conquistou fãs em todo o mundo e se destacou por sua consistente construção de universo, sendo frequentemente apontada como um dos maiores animes da história.

Entretanto, apesar de seus inúmeros méritos e de sua importância para a cultura pop, Dragon Ball não está isento de limitações. Como qualquer obra de longa duração, apresenta escolhas narrativas questionáveis e decisões que nem sempre exploram todo o potencial de seus elementos centrais. Um desses equívocos manifesta-se na clara subestimação e negligência do potencial de um herói específico, o que resultou na perda de uma oportunidade significativa de oferecer um encerramento mais coerente e satisfatório para o desenvolvimento de seu arco como personagem.

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Piccolo tem um dos melhores arcos de personagem em Dragon Ball

Piccolo tem um dos melhores arcos de personagem em Dragon Ball

A introdução de Piccolo em Dragon Ball ocorre logo após a derrota de seu pai, o Rei Piccolo. Ele nasce com um propósito claramente definido: vingar a queda de seu progenitor, derrotar Goku e retomar o domínio do mundo que, em sua visão, lhe havia sido injustamente tomado. Desde sua origem, sua identidade é profundamente marcada por essa herança, moldando-o como um personagem guiado pela vingança, pelo ressentimento e por um ódio cuidadosamente cultivado.

Com o início de Dragon Ball Z, no entanto, Piccolo é confrontado por uma realidade muito mais ampla e ameaçadora. A existência de inimigos vindos do espaço revela que há forças no universo que superam amplamente seu poder e sua compreensão. A chegada de Raditz obriga Piccolo a firmar uma aliança improvável com Goku, um antigo inimigo. Embora essa cooperação resulte na vitória sobre a nova ameaça, ela não representa uma redenção imediata. Trata-se, antes, do ponto decisivo em que o curso de sua vida começa a se desviar de seu objetivo original, alterando de forma irreversível sua trajetória pessoal.

A verdadeira transformação de Piccolo, contudo, consolida-se após a morte de Goku, quando ele assume a responsabilidade de treinar Gohan. Inicialmente, o treinamento é conduzido de maneira fria e pragmática, voltado exclusivamente para preparar a criança para enfrentar adversários cada vez mais poderosos. Com o passar do tempo, porém, essa relação evolui para algo mais profundo e significativo. Gohan passa a despertar em Piccolo noções de responsabilidade, respeito e empatia, valores até então ausentes em sua formação. Esse vínculo redefine a dinâmica entre mestre e aluno, assim como remodela de forma definitiva a visão de mundo de Piccolo e seu papel dentro da narrativa da série. Não é à toa que tem fã que fala que Piccolo foi o paizão do Gohan.

E se Piccolo o guardião da Terra?

Piccolo

E se Piccolo tivesse se tornado o Guardião do planeta Terra? Não é possível afirmar se essa decisão resultaria em um desfecho plenamente satisfatório, mas trata-se de uma hipótese que há anos desperta a curiosidade de muitos fãs. A própria trajetória do personagem oferece elementos suficientes para sustentar esse questionamento. Após seu sacrifício na Terra e posterior reviver, Piccolo é levado a Namek, evento que marca uma nova e decisiva etapa de sua evolução pessoal e narrativa.

Antes mesmo de reencontrar seus aliados, Piccolo se depara com Nail e decide se fundir a ele. Essa fusão não representa apenas um expressivo aumento de poder, mas também estabelece uma conexão direta com o povo namekuseijin e com sua história ancestral. Ao assimilar as memórias e a consciência de Nail, Piccolo passa a compreender melhor suas origens, adquirindo um senso de identidade mais sólido e complexo, que vai além de sua antiga herança como inimigo de Goku.

Esse desenvolvimento prepara o terreno para um dos momentos mais significativos da série, a fusão entre Piccolo e Kami durante a Saga Cell. Trata-se de um ponto de virada não apenas para o personagem, mas para a própria estrutura narrativa de Dragon Ball Z. Ao se unirem, Piccolo e Kami restauram o Namekuseijin original, alcançando sua forma completa e seu poder integral. Como consequência direta desse ato, a Terra permanece temporariamente sem um Guardião, abrindo espaço para uma mudança importante nesse papel fundamental.

Apesar de alcançar um novo patamar de sabedoria, poder e equilíbrio espiritual, Piccolo não assume a função de Guardião do planeta. Essa responsabilidade acaba sendo atribuída a Dende, uma escolha coerente dentro da lógica interna da obra, já que ele pertence ao Clã dos Dragões, responsável pela criação das Esferas do Dragão, enquanto Piccolo é oriundo do Clã dos Guerreiros. Ainda assim, essa decisão deixa de explorar um potencial narrativo significativo que poderia ter sido desenvolvido a partir da figura de Piccolo.

A fusão com Kami poderia, de forma orgânica, ter ampliado as habilidades de Piccolo, concedendo-lhe características tradicionalmente associadas ao Clã dos Dragões, sem que ele perdesse sua essência como guerreiro. Essa combinação teria permitido uma abordagem mais complexa do personagem, conciliando força, sabedoria e responsabilidade planetária. Será que ficaria realmente bom? Podem comentar se concordam ou não com tal teoria!

Dragon Ball não percebeu todo o potencial de Piccolo

Piccolo

Tanto Kami quanto Dende, ao longo de Dragon Ball, costumam permanecer à margem dos grandes conflitos que ameaçam a Terra, limitando-se a observar à distância enquanto outros personagens assumem a defesa direta do planeta. Essa postura acaba por consolidar a figura do Guardião como alguém de atuação majoritariamente espiritual e cerimonial, mais associado à preservação do equilíbrio e das tradições do que à participação efetiva em confrontos decisivos.

Piccolo, por outro lado, apresenta um perfil que rompe com esse padrão. Ele se destaca como um combatente extremamente habilidoso, além de atuar como mentor e estrategista em momentos críticos, lutando lado a lado com os mais poderosos Guerreiros Z durante as maiores crises enfrentadas pela Terra. Sua presença constante no campo de batalha demonstra não apenas força, mas também um compromisso ativo com a proteção do mundo.

Caso Piccolo tivesse assumido oficialmente o papel de Guardião, essa escolha teria institucionalizado uma função que ele, na prática, já exercia há muito tempo. Além disso, teria introduzido uma nova dinâmica na narrativa, na qual o Guardião da Terra deixaria de ser uma figura distante dos acontecimentos para se tornar um agente diretamente envolvido nas decisões e nos combates que definem o destino do planeta.

E aí, vocês concordam com essa ideia? Acham que Piccolo teria sido um Guardião mais ativo e interessante para a Terra? Deixem a opinião de vocês nos comentários! Quero ouvir tudo!

 

Teaser de Dragon Ball Daima

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