Resenha de Mortal Kombat (2021)

Mortal Kombat
(Reprodução: Mortal Kombat)

Resenha de Mortal Kombat (2021)

Aqui está um filme que gostei, mas ainda não trouxe a respectiva resenha para a Nii-Sans Produções: Mortal Kombat (2021), atualmente disponível pela HBO Max. Infelizmente, muitos comentários negativos nas redes sociais desencorajaram a maioria das pessoas a assistir ao filme, diretamente inspirado na franquia homônima de jogos de artes marciais. E mesmo com essa repercussão negativa, ainda podemos dizer que tanto na Rotten Tomatoes quanto no IMDb, o filme dirigido por Simon McQuoid ainda teve uma recepção relevante do público em geral. Especificamente via Rotten Tomatoes, teve 86% de aprovação do público, enquanto via IMDb tem 6,1/10 de pontuação.

Outro detalhe importante: Mortal Kombat (2021) venceu o prêmio AACTA Award na categoria Melhor Design de Produção em Cinema graças à Naamã Marshall, assim como a categoria de Melhor som em filme, graças a equipe Robert McKenzie, James Ashton, Des Kenneally, Adrian Medhurst, Jed M. Dodge e Phil Heywood. Isso porque não estou trazendo as outras premiações e indicações, hein? Então me diz: será que realmente não compensa conhecer ao filme?

Qual a narrativa do filme?

(Reprodução: Mortal Kombat)
(Reprodução: Mortal Kombat)

Sinopse oficial de Mortal Kombat (2021):

O lutador de MMA Cole Young deve treinar para liberar seu verdadeiro poder para unir-se aos maiores campeões mundiais contra inimigos da Exoterra em sua batalha decisiva pelo universo. – HBO Max

Com o roteiro de Greg Russo, Dave Callaham e Oren Uziel, a narrativa centra-se em Cole Young (Lewis Tan), um lutador de MMA que levava uma vida normal: um emprego legal, uma esposa e uma filha. Típica família comum e legal. Entretanto, o protagonista fazia nem ideia de suas reais origens e família biológica. E, em um determinado momento, ele se percebe no mundo típico dos jogos Mortal Kombat: precisa unir-se ao lado dos heróis, se quiser impedir os inimigos da Exoterra dominem o nosso mundo. Durante esse período, ele vai descobrir muita coisa insana, principalmente os deuses e criaturas que ele sequer imaginava que existiam e a sua real descendência ao mesmo tempo que ele se preocupa pela segurança de sua família.

Nessa trajetória, Cole Young (Lewis Tan) conhece Liu Kang (Ludi Lin), Kung Lao (Max Huang), Kano (Josh Lawson), Raiden (Tadanobu Asano), Jax (Mehcad Brooks) e Sonya Blade (Jessica McNamee), assim como muitos dos outros personagens clássicos dos jogos da franquia. E, certamente, o protagonista Cole Young terá muitas desavenças com alguns deles…

Clichê? Talvez, mas não ruim!

Clichês não são sinônimos de qualidade inferior de uma obra, em primeiro lugar. Afinal de contas, tem muitas obras boas e divertidas que possuem alguns clichês (desde que não sejam clichês irritantes e já antiquados, como mulheres que só são consideradas bonitas quando alisam o cabelo e param de usar óculos). Ou seja, desde que seja realmente divertido, está tudo bem. O fato de o protagonista Cole Young estar numa narrativa de “herói que desconhece seu passado e salva o mundo” é um pouco clichê, mas ainda divertido.

E tem mais pontos…

E tem outro importante detalhe. Muita gente falando na internet algo do gênero “para que inventar personagens novos? Que coisa ridícula!”

Em primeiro lugar, o primeiro jogo Mortal Kombat foi lançado com apenas 8 personagens jogáveis, em 1992. Agora, o Mortal Kombat 11 de 2019 tem quase 40 novos personagens, incluindo o Rambo! Sim, o mesmo personagem vivenciado por Sylvester Stallone nos cinemas. Sério que as pessoas acreditam que realmente não tinha como encaixar um personagem exclusivo para o filme, em um mundo um pouco mais similar com o nosso?

Em segundo lugar. “Ah, mas fiquei esperando o torneio e não teve”. Sim, mas propositalmente. Se você viu o filme, você sabe o porquê! Afinal de contas, o filme deu uma abertura para uma continuação que, necessariamente, não terá como fugir do mesmo torneio da franquia de jogos. Inclusive, a franquia já recebeu adaptações cinematográficas antes, que também tiveram continuações – inclusive, para mostrar melhor tanto a história quanto o torneio! Ainda nesse ponto. A franquia de jogos também traz os torneios, mas também muitos modos história que não tem o torneio. Sério. Aquele Mortal Kombat: Armageddon de 2006 tinha um modo história quase nada a ver com torneios, mas ainda mostrava a necessidade de se salvar o mundo dos vilões. O engraçado que teve um Liu Kang Zumbi. Divertido demais!

E talvez um último ponto: a Jessica McNamee foi chamada para interpretar a Sonya Blade por saber um mínimo de esportes e artes marciais. Eu gostei mais dela do que da atriz dos filmes anteriores, porque notava-se facilmente que ela era péssima quando se tratava de lutas. Conte para a gente nos comentários: você concorda com todos esses pontos?

Trailer oficial de Mortal Kombat (2021)

 

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Austra Caroline Pinheiro

Goiana. Arqueóloga, focada em Educação Patrimonial. Redatora. Escritora. Apaixonada pela Cultura Brasileira e pela Cultura Geek. Cosplayer nas horas vagas, gótica e gamer. Aqui na Nii-Sans Produções, colaboro com matérias sobre o universo geek: notícias, entrevistas com cosplayers, listas de filmes e animes, curiosidades e muito mais!

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